Sobre o Portal - O Projeto

  
O objetivo do projeto é reforçar o turismo interno e tornar-se uma importante referência para atrair caminhantes (turistas) nacionais e internacionais, contribuindo para o desenvolvimento econômico social e ambiental da região, e o aproveitamento de suas potencialidades naturais, culturais, artísticas e a produção artesanal, industrial e rural. 

Criação de rotas* de peregrinação, ligando o Noroeste Fluminense, Zona da Mata Mineira e Sudoeste do Espírito Santo. Cada rota com extensão entre 190 e 230 km, passando por estradas de terra batida, trilhas, pontos turísticos, fazendas, igrejas e balneários; um Portal para divulgação e um “Loja Virtual” (e-commerce) para a venda de produtos regionais.

Tornar-se um importante elo de intercâmbio regional e dos Circuitos Minas–Rio e Pico da Bandeira.

Fomentar a preservação da cultura e costumes locais.

Tornar-se um importante elo de agregação regional promovendo a integração entre os municípios e demais comunidades do Noroeste Fluminense, Zona da Mata Mineira e Sudoeste do Espírito Santo.

Proporcionar aos municípios e comunidades um importante intercâmbio sociocultural entre caminhantes e população local.

A primeira rota, o "Caminho Espírito Santo", partindo Bom Jesus do Itabapoana até Tombos-MG, passando por:  Bom Jesus do Norte-ES, Bom Jesusdo Itabapoama-RJ, São Jose do Calçado-ES; Guaçuí-ES, São Romão, São Pedro de Rates Santa Clara, Purilandia, Varre-Sai, Querendo, Ourania, Natividade, Cruzeiro e Porciúncula-RJ.

A segunda, o "Caminho Iluminado", partindo de São Fidélis-RJ ao Sítio das Aparições de N.S. de Natividade-RJ, passando por Cardoso Moreira, Italva, São Jose de Ubá e  Itaperuna-RJ.


A terceira, o "Caminho Mineiro", partindo de Cambuci-RJ ao Sítio das Aparições de N.S. de Natividade-RJ, passando por Itaocara-RJ. Aperibé, Santo Antônio de Pádua, Miracema e Laje do Muriaé-RJ; Barão de Monte Alto, Patrocínio do Muriaé, Eugenópolis, Pinhotiba-MG, Antônio Prado-MG, Raposo-RJ.

Também serão beneficiadas as comunidades do entorno e outras não mencionadas na descrição. Estas comunidades compartilham entre si o comércio, as festas religiosas, as festas regionais, as exposições agropecuárias, etc.

Colabore com o projeto, enviando-nos informações sobre pontos turísticos (trilhas, cachoeiras, fazendas, igrejas, relevos, etc.) nas localidades citadas.
Fatores histórico-culturais contribuíram para o baixo nível de desenvolvimento em que se encontra a região (Noroeste Fluminense, parte da Zona da Mata Mineira e parte do Sul do Espírito Santo). Os municípios, na sua maioria, têm sua economia baseada em uma agricultura ultrapassada e por isso incipiente; a saúde e a educação não atendem aos anseios e necessidades da população; as manifestações culturais e artísticas estão desaparecendo, o êxodo continua intenso e a degradação ambiental, principalmente no Noroeste Fluminense, é alarmante.

Há algumas décadas iniciou-se o ciclo de empobrecimento de uma região que teve seu apogeu na cultura do café, do arroz, da cana de açúcar e da agropecuária leiteira. A transição político-administrativa brasileira, em meados do século passado, refletiu-se de forma negativa na zona rural e trouxe grandes mudanças no comportamento destas comunidades. O êxodo rural, uma conseqüência natural destes acontecimentos, mudou completamente o perfil de regiões que embora não fossem ricas, eram sustentáveis.

Hoje apenas uma pequena parcela da população dos municípios do interior vive na zona rural, dificultando o cultivo e a administração das propriedades e gerando um crescimento desordenado das pequenas e médias cidades. A situação em alguns casos é de abandono.

As condições do Noroeste Fluminense, Sudoeste do Espírito Santo e parte na Zona da Mata Mineira são peculiares. Além de ser uma região montanhosa - dificultando o uso de máquinas agrícolas, distam de suas capitais cerca de 400 km, tomando-se como referência a cidade de Tombos-MG, dificultando ainda mais o escoamento de seus produtos e o contato político- administrativo.

A expansão da agricultura em terras onde o uso de maquinas é dificultado por sua topografia tornou a concorrência difícil. Porém, é uma região privilegiada por suas belezas naturais e a bondade de sua gente que sabe receber aqueles que querem conhecê-la.

A criação de caminhos de peregrinação trouxe alento para aqueles que só podiam sonhar com uma vida melhor, se migrassem para os grandes centros ou as capitais. Apesar de ainda não resolver o problema, recuperou-se a esperança dos moradores e a certeza de que, com um pouco mais de apoio a região poderá alcançar um melhor nível de desenvolvimento sócio-cultural-ambiental.
 
A experiência dos "Caminhos" , torna visível a mudança no comportamento local, não tanto pelo fluxo de caminhantes e ciclistas, mas, por tornar-se uma referência para estas comunidades, fazendo com que as distancias físicas e o bairrismo sejam substituídas por uma integração e uma linguagem regional que fortalece o desenvolvimento de outras atividades.

Os Caminhos, estabelecem condições favoráveis para a união de vários municípios com o objetivo de explorar o turismo, aproveitando as suas belezas naturais. A produção artesanal, fabril e rural, possibilita a criação de um “Portal” atendendo a toda a comunidade regional, consolidando e intensificando ainda mais as atuais políticas públicas voltadas para a questão da territorialidade, (CTNF, TERRITÓRIO DA CIDADANIA E FORUM DA MESOREGIÃO DO ITABAPOANA), apontando um ponto de referência único para a população e empresariado da região. O Shopping criara oportunidades para artesãos, produtores rurais, fabricantes e comércio locais de expor e comercializar seus produtos na internet, principalmente aqueles que ainda não dispõem de estrutura adequada para isto. As outras seções do portal fortalecerão esta integração.

Cronograma de execução das atividades:
1. Definição de Coordenação e Gerenciamento;
2. Contratação de mão de obra e empresas capacitadas;
3. Definição, estruturação e finalização do "portaldocaminho.com"
4. Definição das rotas, mapeamento e altimetria;
5. Palestras de conscientização sobre o projeto junto às comunidades;
6. Divulgação através do Portal e mídias comunitárias sobre o andamento do Projeto;
7. Confecção das placas de sinalização, material promocional e kit de inscrição;
8. Colocação das placas;
9. Credenciamento de hotéis, pensões e "casas de família" para hospedagem, alimentação, apoio e inscrição;
10. Formação de guias e credenciamento de agências e operadoras de turismo;
11. Abertura dos trechos concluídos;
12. 1ª Caminhada coletiva; (11/07/2010)

Para garantir a praticidade e divulgação do projeto, a implementação da rota será construída a partir do trecho Porciúncula/Tombos. Após a conclusão, o próximo trecho será Natividade/Porciúncula, Varre-Sai/Natividade, Santa Clara/Varre-Sai, etc.

Em parceria com entidades públicas e civis, associações rurais e comunitárias, organizar, orientar e incentivar a:
1. Produção Artística;
2. Preservação ambiental;
3. Uso adequado de agrotóxicos e defensivos agrícolas;
4. Preservação histórica;
5. Agricultura orgânica;
6. Turismo Rural;
7. Turismo Cultural;
8. Turismo Religioso;
9. Festas típicas e populares;
10. Programa Cama e café (hospedagem e alimentação para turistas e caminhantes)
11. Saber Rural

Projetos Complementares:
1. “Fazenda Modelo” (Museu Rural);
2. “Escola Técnica experimental de Agroecologia em sistema de alternância”;
3. “Empresa Escola”;
4. “ONficina”; (Oficinas locais e virtuais)
5. “IDEIA”; (desenvolvimento de projetos)
6. “convivendo.com”; (relação e uso de produtos artesanais e industriais)
7. “Cerca Viva”; (Plantio de flores e frutas ao longo do caminho) 
8. Livro "O Portal do Caminho"