JR & Mara 

  

Caminho do Espirito Santo

de 12 a 18/07/2010

Caminhada de 7 dias, 230 km nas fronteiras do ES, RJ e Minas. Atravessando a pé os seguintes povoados: Bom Jesus de Itabapoana (RJ), Bom Jesus do Norte (ES), São José do Calçado (ES), Airituba-Palmital (ES), Guaçui (ES), São Romão (ES), São Pedro de Rates (ES), Santa Clara (RJ), Jacutinga (RJ),

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Córrego do Ouro (RJ), Moreiras (RJ), Purilândia (RJ), Varre-Sai (RJ), Querendo (RJ), Ourania (RJ), Natividade (RJ), Cruzeiro (RJ), Vale do Cristal (RJ), Porciúncula (RJ), São Pedro (MG) e Tombos (MG).

 

Dia 11,

dia da final da copa do mundo, fomos para a rodoviária de Vitória para embarque com destino a Bom Jesus do Norte. Na rodoviária encontramos com Messias e conhecemos Regina, Nilva e Synésio que também fariam a caminhada.Chegamos em Bom Jesus do Norte às 21:30, atravessamos a ponte para encontrar o local do pernoite. Ali, conhecemos outros membros da caminhada. Feitos os acertos de inscrição com Paulo, saimos para procurar um restaurante para jantar.Depois, retornamos ao hotel para preparação das mochilas para início da caminhada no dia seguinte. 

 

Dia 12,

café da manhã e preparação para a saída da praça da Igreja. todos caminhantes prontos para a aventura. Paulo Bastos, Edna, JR & Mara, Geraldo, Joyce, Synésio, Nilva, Regina, Waldeir, Izildinha e Messias. Logo estávamos a caminho de Airituba (Palmital) nosso primeiro destino distante 34 km. Por uma questão de rítmo, seguimos na frente Eu, Mara, Messias e Geraldo abrindo alas. Como o caminho ainda não está demarcado, já por volta das 14:00 erramos alguns trajetos e tivemos que aguardar o grupo juntar e assim seguir em bloco até São José do Calçado usando a rodovia. Tivemos problemas na localização do caminho originalmente demarcado e o avançado da hora. quando estava anoitecendo chegamos em Palmital. Como não havia local para banho na escola fomos distribuídos em casas de família que nos acolheram para um bom banho. Depois, uma cervejinha e um vinho no bar da praça, e logo estávamos nos deleitando com um delicioso jantar preparado pelas simpáticas e prestativas senhoras da comunidade.


Dia 13,

destino a Guaçuí. Uma caminhada de 27 km. Após o café da manhã (oferecido pela comunidade) seguimos rumo a Guaçuí. Uma manhã agradável e luminosa, uma estrada sinuosa e convidativa à caminhada. Nesta manhã, Waldeir se juntou ao grupo abre-alas. Mais tarde, Joyce nos alcançou e assim foi nos dias seguintes.Um dia de caminhada agradável, apenas interrompida por 6 km de asfalto em um determinado trecho. A chegada em Guaçuí também é bastante cansativa em função do caminhar em zona urbana asfaltada (uns 4 km). A recepção em Guaçuí não foi boa, faltou apoio das autoridades e o Paulo tomou um chá de cadeira na prefeitura e não foi recebido. Ficamos hospedados no hotel atrás da rodoviária.Como de costume, o grupo se juntou à noite em um barzinho para uns snikes, bebidas e muita conversa.


Dia 14,

destino a Santa Clara. Uma difícil caminhada de 38km. Dia claro e ensolarado com belas paisagens de colinas e campos. O trajeto da parte da manhã bastante fácil e agradável. Assim em torno de 11:30 chegamos em São Pedro de Rates, onde fizemos uma breve parada para alongamento e lanche. A partir daí, com o sol a pino, entramos na parte difícil do trajeto. Muitas subidas pesadas e posteriores descidas. Vários tobogãs, como se diz no caminho de Santiago. Apesar da dificuldade do trecho, chegamos bem, no final da tarde em Santa Clara, não antes de subir uma longa e demorada colina através de uma sinuosa estrada. Apesar do cansaço, não dava para deixar de apreciar a beleza da paisagem.Pela noite, um farto jantar em um restaurante da cidade, confraternização e muita alegria.


Dia 15,

Trajeto Santa Clara a Varre-Sai. Segundo a previsão 29 km que durante o trajeto e a marcação no GPS apresentou 7 km a mais. Pelos caminhos que passamos, o trajeto somou 36 km.Dia limpo, com belos trechos de colinas, planícies e bosques atravessados. Algumas subidas e outras tantas descidas. A chegada para Varre-Sai, passa por uma longa subida e consequente descida.Ficamos hospedados em uma escola, onde também nos foi preparado um gostoso jantar. O destaque da noite foram os mosquitos que nos pertubaram toda a noite. Dormimos pouco aguardando ansiosos o dia clarear. 

 

Dia 16,

Varre-SaI até Natividade. 38 km de caminho. Paisagens privilegiadas com passagem por bela região montanhosa, a serra da ventania. No meio da descida da serra se avista no horizonte a cidade de Querendo. Uma chuva ameaçou mas não caiu. Apenas a neblina e o frio da montanha nos acompanharam até Querendo. Depois atravessamos Ourânia, visitamos o Santuário de Nossa Senhora da Natividade. Em Natividade ficamos hospedados no Hotel Natividade. Fomos recebidos pela simpática Secretária de Turismo local. Também fomos recebidos pelo Prefeito.Aqui tivemos sem dúvidas, uma boa recepção. Jantar no hotel.  

 

Dia 17,

Natividade - Porciúncula. No meio do dia uma garoa começou a cair. Estávamos em terras altas bateu o rápido frio mas logo o tempo voltou a limpar. Belas paisagens e um dia de agradável caminhada em longos trechos de pastagens com suas boiadas. 29 km de caminhada, a tarde mal tinha começado e já vislumbramos a torre de celular da cidade de Porciúncula.A chegada na praça, comemorada com o pedido de cerveja bem gelada para matar a sede.Nos hospedamos em uma academia local. O jantar, delicioso por sinal, oferecido na casa de Paulo, nosso guia e gurú, preparado com carinho pela Fabíola. Regado com música ao vivo e declamações poéticas.  

 

Dia 18,

último dia - Porciúncula a TombosDia chuvoso em grande parte da manhã, pouca visibilidade na região montanhosa de Minas Gerais. Muita lama e estrada escorregadia. Apesar da região de montanha com muitas subidas e descidas, um trecho agradável e não muito difícil.Na chegada em Tombos, o grupo providenciou um bom churrasco que durou até o final da tarde quando alguns se recolheram nos hotéis da cidade e outros embarcaram em ônibus com destino a Carangola de onde empreenderiam a viagem de volta aos seus respectivos lares. 

Ao Paulo, nosso agradecimento por nos proporcionar esta bela aventura, andando praticamente na linha divisória dos estados do ES, RJ e Minas. Renovados fisicamente, mais conhecimentos culturais e principalmente na bagagem da vida novas e interessantes amizades que não cansamos de recordar com saudades.



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